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Logística Afetiva: O que aprendi movendo o que realmente importa

Nesses últimos meses, após ter pedido demissão na empresa em que mais amei trabalhar e na qual mais fiz amigos — a Anglo American (sim, falo o nome com a boca cheia e com sotaque de gringo) —, tenho refletido muito sobre a vida e deixado entrar os pensamentos sobre meus próximos passos. Tempos atrás, tomei a decisão de me mudar para a Itália. Falaremos mais do porquê dessa escolha mais à frente.

O fato é que, com tantos anos de trabalho em Supply Chain, movendo cargas gigantescas de um lado para o outro do mundo, não imaginei o quanto seria complexa e burocrática a logística para levar meu melhor amigo comigo: o Gino, meu “cãoselheiro” e “aussessor para aussuntos auleatórios”.

O Planejamento

Se você, assim como eu, nunca levou seu amiguinho para uma viagem internacional, saiba que precisará de 4 a 6 meses de antecedência para organizar tudo.

Desde microchipagem atendendo aos padrões ISO 11784 e 11785, teste de sorologia antirrábica (só aqui são, no mínimo, 90 dias) e o CVI (Certificado Veterinário Internacional), até a reserva de espaço para ele no porão da aeronave. Além disso, será necessária a compra da caixa de transporte no padrão IATA e treinamento para que ele se acostume com ela.

Dica: Dependendo do país de destino, as exigências mudam. Recomendo fortemente que pesquisem diretamente no site oficial do governo brasileiro: 🔗Viajar para outro país com seu cão ou gato (CVI)

Fazer sozinho ou contratar?

Muitas empresas cobram por esse serviço de documentação e transporte “porta a porta”, entregando o animal até de banho tomado. É cômodo, mas o investimento é alto: recebi uma cotação de US$ 10 mil.

Resolvi fazer tudo sozinho para aprender, economizar e me assegurar de que meu distinto “cãoselheiro” estivesse comigo o tempo todo. A propósito, se alguém que estiver lendo este post precisar de ajuda com esse processo, terei o maior prazer em compartilhar o que aprendi.

Os Desafios da Chegada

Importante mencionar o desafio da logística terrestre para o Gino no Brasil e em nosso primeiro destino, a Alemanha. Foi necessário contratar transporte especializado nas duas localidades. Também tenho dicas e sugestões para compartilhar sobre isso, caso alguém tenha interesse.

O Status Atual da Operação

O Gino, um cachorrinho exemplar, já tem toda a sua documentação pronta e — mediante suborno, é claro — já entra e fica na sua caixa de transporte, que para o tamanho dele mais parece uma Kombi.

Já eu, continuo tentando fazer caber tudo o que preciso levar em três malas de 32 kg cada. É o máximo que consegui junto à companhia aérea, além de um lugar para a caixa do Gino e da minha bicicleta no porão da aeronave.

Hora de acelerar os últimos preparativos, exercitar o desapego e queimar os botes, afinal a data de embarque se aproxima.

Acompanhe os próximos posts e vamos juntos Reimaginando a Rota!

4 comentários em “Logística Afetiva: O que aprendi movendo o que realmente importa”

  1. Ezequiel Rodrigues

    Pavan, é admirável ver toda a sua experiência em logística aplicada agora a essa jornada tão especial. A forma como você organiza cada detalhe mostra o profissional competente que sempre foi, e acompanhar você montando essa operação logística para o seu grande amigo “cãoselheiro” Gino é simplesmente inspirador.
    Foi uma experiência muito humana trabalhar com você na direção de supply chain! Grande abraço!

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